20 de setembro de 2015

NYFW - Givenchy Primavera/Verão 2016

Oi gente, tudo bem?
Givenchy como era de se esperar, reuniu uma fila A repleta de convidados vips. Mas o que ninguém esperava era que além dos artistas convidados, a maison fechasse uma parceria com a prefeitura de Nova Iorque disponibilizando um site onde convites para o show eram dados de forma gratuita, bastava a pessoa pedir online.
No total foram cerca de 2 mil pessoas assistindo ao desfile. Entre vips, imprensa, estudantes de moda e pessoas da cidade.
O desfile foi bem especial. Primeiro porque marcou 10 anos do estilista Riccardo Tisci frente a Givenchy e segundo, porque o desfile foi realizado no dia 11 de setembro (data do atentado as torres gêmeas).
Para que o desfile acontecesse Ricardo Tisci contou com a ajuda de Marina Abramovic, artista Servia, de quem é amigo há anos.
Marina proporcionou um show de emoção e arte, colocando artistas em diversas situações ao ar livre como uma mulher que se banhava em uma queda de água que saia de um cano de metal.
O desfile foi ao ar livre no pier 26 de frente para o rio Hudson e o cenário teve como inspiração as favelas brasileiras estereotipadas, com pallets de madeira crua e latões simulando casas. 
A trilha sonora foi uma mistura de musicas de varias religiões, terminando com ave maria.
A ideia era mostrar um ambiente simples e que mostrasse o amor e a igualdade dos povos.

“A influência da coleção foram cinco diferentes religiões. Num dia como este você tem que pensar sob o aspecto positivo: somos todos iguais, o amor é para todos e o amor não tem uma religião. Amor é amor”, disse Tisci. 

“O 11 de setembro é o dia mais triste da história da América. E como fazer algo que tenha essa energia da elevação, e não apenas da tristeza? Este show fala sobre amor, sobre união, sobre a ideia de que só conseguiremos parar de se matar se aprendermos a perdoar. Este desfile fala sobre o perdão" disse Marina Abramovic.

A paleta de cores não fugiu do que a marca já vinha apresentando. Muito preto e branco.
Na parte masculina teve muita alfaiataria. Uma camisa preta bordada com transparência e outra na cor branca que brincava com renda em um corte nada convencional lembrou muito as coleções da Dolce Gabbana.
A coleção desse ano foi muito menos streetwear em comparação com a coleção passada, que trouxe mais estampa.

O que acharam?
Espero que gostem.

Ricardo Tisci designer da marca









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